8.27.2007

Good Lucky

A vida começa agora. Emudecer as palavras não é sinônimo de ser alheia a si próprio. É como uma lavagem. Serve para colocar as idéias em ordem, limpar o ambiente.
E nem tudo é tão ruim quanto parecer ser. Só depende do modo como eu encaro.
Nem tudo é como a gente gostaria que fosse, mas quem disse que acabou? Tem uma fresta lá no final de tudo, me esperando, e é ela que eu vou abraçar até o final.

Não tem jeito, amo Vanessa da Mata... Ela me traduz em quase todas as músicas...




8.10.2007

"É que eu preciso dizer que te amo... tanto"

Desde agosto cultivo com poucas proteinas e alguma pitada de estress, uma dermatite, a pior que poderia existir e com o nome mais "nojentinho" possível, dentro da orelha. Esta é a causa: ESTRESS, FALTA DE PROTEINA. Ou seja, me alimento mal e por cima sou preocupada com tudo. Não tem cura a não ser cremes e mais cremes, palhativos apenas.

Revoltante quanto as empresas hoje em dia querem pagar, exploração total, mais fácil abrir a famosa barraquinha de cachorro quente.

Final da madrugada, quilos de cigarro, xícaras de café, e palavras por dizer, músicas o tempo todo na playlist, sem sono algum. Mil pensamentos voando de lá pra cá. E a certeza que eu posso me sentir patética, mas que eu aliviei uns 10 quilos da minha consciência e do meu peito esta semana não há dúvida, não posso negar. Não me arrependendo, só do que deixei de fazer/dizer, whatever. "Se eu errei não foi por mal, talvez por te querer demais"

7.31.2007

...

Vamos então colocar culpa nas minhas dores. Este e aquele e aquele outro também .. Todos são culpados pelas dores que eu sinto, pelas negações, pela minha inconstância... Pela falta de peito pra assumir uma situação sem pensar, apenas sentir. Queria ter sido apenas eu, com minhas vontades, sem ligar pra nada, queria voltar no tempo.

Ahhh.. como eu queria!

7.03.2007

First day

O titulo não era esse, as palavras que talvez eu escreva agora também não sejam estas. A sensação de impotencia diante dos fatos. Quando o egoismo, a maldade já são tão latentes nos outros não se deve esperar nada. Talvez vá servir pra alguma coisa este tempo ocioso. Talvez, pra doer mais um pouquinho cada dor que foi ocultada por mim mesma. Os arranhões, os riscos que fiz, a linha que criei e pensei que fosse linear. Tudo eu enfiei no trabalho e abafei o quanto pude. Assim como quem prende a respiração embaixo da água pra ver quanto tempo consegue ficar sem ao menos tomar um folego. Cada choro que engoli ou até mesmo quando o coração já não aguentava mais esmaga-la, a dor, será vivida agora. Sairá até a última gota, secará por completo. Quais os danos a serem experimentados ? É o risco que se corre.

Já perdi tanta coisa no meio do caminho, tanta borracha apagando os meus traços, que mais esta é tão fichinha perto de todas. O bolso a gente recupera, mas o meu sentimento está abalado, só nao tive tempo de curar as feridas. Não cuidei e não olhei pra mim este tempo todo. O sorriso que esconde a tristeza, o olhar vazio que não esconde nada. Mostra tudo, mas não diz nada. Fitam receosos, suplicam...

Pela 1ª vez em quase 02 anos eu me vejo diante do computador, assim como era antigamente, sem pressões, sem horários. Eu, meu cigarro, minhas idéias, meu íntimo, as velhas blusas de lã já citadas e o frio do inverno deixando so dedos duros, pálidos. Paredes amareladas do tempo, os copos largados. Tudo largado ao meio da imagem sem cor e sem vida. Tudo misturado, jogado no meio das frases. Ainda sinto falta, ainda sinto saudades, e ainda tudo isso não terminou.

Só ocultei.
Só abafei.
Explodiu.

6.27.2007

...

Depois de tanta borduada sentimental, a melhor coisa a se fazer é dar um tempo. Desinfetar pra ver se o imã muda de pólo.

Pensamento aleátorio: Um pouco de orgulho e amor-próprio nunca fez mal a ninguém.

6.08.2007

O famoso botão

Quando já não há mais o que perder, quando até mesmo os, possíveis, amigos parecem querer te machucar, não há o que temer. O botão é ligado instantaneamente. O botão foda-se.
A época de engolir muito sapo acabou. Cansei de parecer a coitada da novela mexicana que sempre reprisava no SBT.
A vida é muito mais que meia dúzia de palavras sem sentido, é muito mais que tudo isso que nós acabamos dando uma importância maior.
Nada é merecedor de um choro, ou de uma porção de pragas jogadas ao vento. É só merecedor do botão foda-se. Nem ligo. Só isso.
Um dia quem sabe as pessoas dêem mais valor as coisas maiores, as pequenas também, mas super valorizar tudo é o que não dá.
Fique com o seu próprio veneno. Ele lhe serve e não a mim.

4.11.2007

O silêncio que reinou aqui

Busquei o silêncio para entender e digerir tudo o que não estava no seu devido encaixe. Me humilhei até a última gota. Provei pra mim mesma, que quando eu quero, consigo ser ridicula. Mais uma vez.

Mas, meu amor próprio voltou, escancarando, abrindo o sútil frio do outono. As flores caíram para renascer em setembro. É assim não é?

Que se lasque as promessas e palavras do passado. Joguei ao vento, só me resta cuidar de mim.

2.03.2007

Ainda não desaguarei hj

Colocando a parte o motivo único e especial para sorrir hoje:

Há um peso - estrangulando a carótida
Há um peso - um pêndulo cerebral
Há um peso - leso formal

Os dedos nulos. Leve
Ao duro dos braços atrofiados
Suores frios febre
Não pegue não cerceie os lados

Há um peso - obstruindo a erupção
Há um - sim feito de lágrimas que rasgam
Mornas borbulhantes... me engasgam.

Diamantes belos colhidos por mãos sujas
Soberbos...
Entre os calos esculpidos pela vida rijos
Desléxicos...

Ainda não desaguarei hoje.






12.28.2006

Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas,
Amiúde…
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão é inútil
Pois existe um Grão-Vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força
Ou de Vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”
That’s over baby!

Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou o meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais

Um dia, tanta coisa parecia ter sentido. O ser. O ter. O querer.
Nada seria como antes, mas poderia. E como poderia. Agonia no peito que lateja.
Como diz uma certa música: "...E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos eu estava aqui o tempo todo só você não viu"

E não é que eu vou me lembrar de você pra sempre? ele tem sua cara, todo mundo diz.

Hoje é um bad day

12.25.2006

Hoje....ontem...sei lá.

LÁZARO
José Régio

Por damascos e púrpuras de rei
Despí, lá fora, os meus vestidos velhos,
E entre o tumulto, as luzes, os espelhos,
Insólito conviva, eu me assentei.

Erguendo a taça de cristal, brindei;
Quebrei a taça de cristal nos joelhos...
E apertando nas mãos lírios vermelhos,
Ensaiei risos fúteis e cantei.

Assim vós me julgastes um dos vossos,
E a mesa do festim me recebeu,
E me coroaram de hera em flor os moços.

E quando tôda a orgia adormeceu,
Só eu, só eu me vi roendo os ossos
Dêsse banquete que não era meu!


Belíssimo poema, apresentado nas aulas de literatura portuguesa. Inclusive errei a questão sobre ele da prova final. Refletindo sobre o erro, assimilei coisas mais profundas e coerentes. Vale a pena ler! Não reflete o meu momento, nem chega perto....mas não sei porque me deu uma vontade de publicar isso...

12.11.2006

Lembranças de um futuro bom

Lembro dos teus trajes, uma camisola, branca, quase casta. Reluzindo entre aberta, me chamando.
Uma lágrima que correu, e um pedido rejeitado, e mesmo assim ainda amando.
Lembranças de um futuro que não aconteceu. Dúvidas que ficaram. Da dor brotou o fruto, e o fruto permanece.
O dia, aquele dia no carro, como esquecer? Me ensina a tirar apenas do peito a dor que ainda lateja.


11.29.2006

Soneto

Deitada na rede, a balançar me traço...
Sob o inviolável lacre do teu braço!
E amiúde, a lua, vem se humilhar:
Desmaia em lençóis de luz a palpitar.

Cheiro de morangos, frescos, carne e lábios...
E ao som do tango, nem poetas nem sábios
Fotografam o gosto de um gesto largo,
Desta mão sem pouso e sem pó e sem cargo.

Mil estilhaços do folclore em minueto:
Sequer a voz rouca sussura no dueto.
São os meus olhos que se voltam para ti.

Sugo do nanquim, às pressas, teu contorno.
Deságua violentamente, em transe morno.
E esta alma se precipita para mim.

26.11.02 - 02:00AM

10.24.2006

sem tempo

ah! vida corrida, minha vida...

Abandonamos o superfulo achando que a vida irá desamontoar as obrigações. Que nada! Tudo continua amarrotado. Roupas pelas cadeiras, textos grifados a serem lidos, chão molhado esperando o pano.
Tudo continua bem bagunçado.
Levanta, corre, faz, corre, pega, corre.. o andar não existe mais, vicio nas corredeiras, segue o fluxo..
Nos alienamos às rotinas que foram empregues por nós mesmos...
Tempo? o que é o tempo que corre entre os dedos e que não vemos nada. Palavra extinta do vocabulário de qualquer paulistano.

9.07.2006

Homenagem a Vinícius de Moraes

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Prof. Silvio Luis Scalco Bedani é o caraaaaaaa!!! Valew prô! Foi pra mim que eu sei!!! hehe

Desculpe people, não deu para segurar, tenho que compartilhar as explosões cardíacas.....

Palavras semi-nuas

Hoje, lendo Florbela Espanca no metrô, revivi um suave desencontro graças a covardia. Relembrando:

Soneto da Ausência

Essa tua ausência mata-me a alma,
Tua busca necessária, não é calma.
Há pedras, intransponíveis, espinho,
Seres medonhos no sombrio caminho.

Meu louco ímpeto de prosseguir,
Caí (logo desmaia) após se ferir.
O meu otimismo todo esfolado,
Ergue-se do chão, apesar de cansado.

Fixa idéia que não quer desistir,
Ela crava suas unhas em meu ser.
Então intima-me: Não vai deixar-me!

Forças abstratas, sempre a persistir,
Tem função de calejar, fazer crer.
Não poderei eu, achar-te sem sofrer?
( Thalita - 06/2001)

8.18.2006

sutilezas

As palavras poderiam não ser mais palavras. O mundo me acorrentou nas incertezas. A grosseria, o descaso, e o egoísmo fazem parte da rotina que me cerca...
O grito está entalado na garganta, nada é como eu acreditei um dia.
A frieza de sua caduquice me enoja. Onde foi que meus pés erraram o caminho? Onde deixei os rastros? Queria asas para voar, e um lugar que pudesse ser eu mesma sem parecer tão desconexa do mundo.

8.10.2006

Algumas coisas que nunca lhe contaram sobre a gravidez (ou que já contaram)

Você acha lindo ver uma mulher grávida pela rua, acha aquela “barriguinha” linda, pois é, só achará linda nos outros, em você, nunca...

- Sentimos muito enjôo, quando achamos que passando o 3º mês as coisas irão melhorar. Ledo engano, logo após vem a azia. (sem folga de mal estar!)
- Dores pelo corpo. Suas costas, seus pés, suas pernas doerão e muito. Não verá a hora de encontrar um banquinho e ali permanecer, não por muito tempo, já que ficar na mesma posição durante algumas horas dói do mesmo jeito.
- Dormir bem? Jamais, o corpo prepara os 9 meses de gestação para você acordar de 3 em 3 horas ( em média ) para as mamadas noturnas, posição de lado, às vezes dói a barriga, de barriga pra cima : falta de ar na certa. Ir ao banheiro pra fazer xixi a todo instante, parecerá que você bebeu litros de cerveja, quando vai ver, tem SÓ um pingo.
- Terá picos de sonolência e picos de insônia.
- Lá pelo 5º mês você sentirá uma dor na região dos quadris, e a coluna então nem se fala, são seus ossos se abrindo para o bebê que está crescendo.
- Seu humor ficará variável, chorará pelo comercial de margarinas, ou porque uma unha sua quebrou, se irritará com mais freqüência, seremos kamikazes emocionais, ou seja, estaremos em TPM constante.
- Suas roupas, qualquer roupa, até aquela gigantesca que você nunca conseguiu colocar porque era grande ou larga demais, não servirá, seu guarda-roupa vai pro espaço, recusará diversos lugares pra ir, pois não se sente bem com nada. Se achará gorda ao invés de grávida, principalmente nos 4 primeiros meses.
- A fome é incontrolável. A ansiedade idem. Comerá pratos que nunca imaginaria comer. Desejos absurdos, pratos de pedreiro... Logo a balança grita e pede para que você pare de comer. Em vão, você não conseguirá.
- Você acha que o seu parceiro, namorado, marido etc. vai te entender? Vai te ajudar? Não, ele não lhe entenderá quanto menos ajudar...
- Lá pro final , 7/8/9 meses, se sentirá a própria pata choca. As simples coisas que você fazia em questão de segundos será uma eternidade. Enxergar os pés? Não, não se iluda, colocar um sapato, muito menos. Horrível.
- O nenê mexe lá pelo 5º mês (depende da sensibilidade da mãe), no começo são leves e sutis e você se emociona a cada mexida, no final da gravidez, são dores, é um misto de alegria e dor. Cotoveladas, chutes.. rebuliços, barriga torta. (essa parte é a mais legal, mas dói)
- Você virará propriedade pública. Não tem um ser que não te vê e que não queira dar uma passadinha de mão na sua barriga. “Ahhhh que linda sua barriga” e sem ao menos um “dá licença” mãos e mais mãos em cima de você.
- Não terá lugar nos ônibus, não se iluda! Ninguém dá lugar. No Metrô ainda respeitam, ônibus? Nem pensar. Ou você pede, ou ficará em pé até o final do trajeto.
- Filas? Apesar de ser DIREITO seu passar a frente dos outros, ainda sim, estes lhe olharão torto. (brasileiros não tem educação e respeito, nem todos, mas a maioria!)
- No final da gravidez, vocÊ leva um susto, sua barriga que quase não era perceptivel, torna-se imensa, algo gigantesco, aí sim, choramos... Medo das estrias, celulites e de o corpo nunca mais voltar! (mas volta, é só se cuidar)

* São só alguns tópicos, se eu me lembrar de mais alguma coisa, volto aqui. Se alguém lembrar, por favor, comentários são bem-vindos!


* Lembrando que são só visões da minha gestação, e que sou feliz por ter um filho. A gestação é um momento único e sublime, somos um ser iluminado por poder gerar uma vida, realmente é um momento LINDO, mas existe seus contras, que quase ninguém comenta. Acho que não passaria de novo, costumo brincar (falar sério!!!!) que ele será filho único!

Um adendo..

A Intenção do blog não é esta, mas preciso deixar este poema aqui, amo Pablo Neruda, ele diz muito em cada linha. Aliás, quase tudo.

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para comerçar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo."

Cem sonetos de Amor"

8.05.2006

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Vão
Todos
Todos
Vão
Ovão
caput
aquém
pariu

8.04.2006

"Ignobil"

Cada dia que passa eu tenho a mais plena certeza que eu sou ignorante e não conheço metade das coisas que poderia conhecer (ou não poderia, mas gostaria!)Me compararo então ao cocozinho do cavalo ( e do bandido!!)...Sou uma parcela muito pequena dentro do mundo, que se perde na contagem de tão minuscula que sou. Acho que sou uma grãozinho de areia querendo abraçar o mar..