5.03.2009


Sempre achei esse negocio de auto-exposição uma opção bem ruim/perigosa de se viver. Aí se passaram os anos, e me vi totalmente enfiada nesse negocio de clicar daqui, clicar acolá, dizer muito, dizer pouco mas dizer tudo, e pra quem quisesse ler e ouvir. Acontece que a felicidade alheia incomoda algumas pessoas e paguei um preço alto por isso. Atrai pessoas que não precisava atrair. Fui julgada por uma porção de pessoas. Me expus. Expus demais. Aí veio uma calmaria ... E eu desencanei de tudo isso mas acabei por retornar. (E mais uma vez tudo aquilo acima aconteceu).

A calmaria veio de novo, e eu vou fugir enquanto é tempo. Não direi: NUNCA MAIS DESSA AGUA BEBEREI. Mas menos, né? Menos né gente. O negocio está aberto e vez ou outra aparecerei por aqui.

Viver a vida aqui fora é muito mais legal. E com o detalhe que eu não preciso contar e nem mostrar pra todo mundo.

Isso é fato.

4.05.2009

A industria ...

A industria do sexo é relativamente o que move as finanças, tudo de uma certa forma te leva ao que? Ao Sexo.

Então pensaremos assim, abrirei uma fábrica de camisinhas ultra resistentes, finas e etc e tal, e pronto, estarei RICO. Certo? Nããão! ERRADO! Ficará pobre. Já que já existe inumeras marcas e muitas pessoas hoje em dia não a usam.

Não a usam e eu digo isso porque em pelo menos 3 anos, vejo amigos, e mais amigos, tendo filhos a torto e a direto, um atrás do outro. Até aqueles remotos que achava que não iria ser tão logo. Tão logo porque julgaram e ainda usaram a brincadeirinha infame quando eu fiquei grávida: Existe camisinha, você sabia?

Enfim, o mais alarmante, é que se paramos pra pensar, não é só o filho que poderá vir, mas uma doença sexualmente transmissivel. E você ainda ouvirá: É tanto tempo de namoro. Eu confio!
Então está bem bonitão! Vamos ver quantas pessoas durarão até o final "saudaveis". O mundo anda perdido e todo ao contrário.

Sorte para a area da saúde que estará esbanjando atendimentos, coisa que na verdade nunca pára e nunca irá parar, mas será absurdamente rotineiro algumas doenças.

Pelo amor!

4.04.2009

1001 palavras de amor, 2002 palavras de horror


Uma mesa de bar esconde tanta coisa. Reparem, todo mundo senta, todo mundo bebe qualquer coisa, nem que seja a coca-light com rodela de limão, alguns acendem cigarros, mas todos conversam sobre algo. Palavras de amor, palavras de horror, e palavras de dor.

Justificam o injustificavel. Tentam doar idéias, pensamentos e principalmente ideais. Alguns não querem nada, na verdade. Nem trocar idéias, nem pensamentos e nem ideais. Servem só pra figurar o ambiente e secar o copo. (O que não é meu caso ).

Brindemos a vida.

Adoro reencontrar pessoas que há tempos não vejo. Algumas parecem que lacunas não ficaram, pelo simples fato de não haver estranhamentos. Mas em determinados casos não consigo encarar muito tempo frente a frente. E não me perguntem o porquê.

3.14.2009


Qual parte pensa que ainda pode ser assim, tão inerte a tudo. Como se tudo estivesse da melhor forma possível, quando na verdade não, não está nada bem. Passam filmes, passam as histórias, e as palavras. Realmente ando cansada, de mim, das pessoas, das coisas...
Abaixar a cabeça pra tudo falando amém e amém, e mais amém. Um saco. Um porre. E são tantos assuntos a serem retratados.
Numa dessas noites rotineiras ouço palavras que me deixaram totalmente perplexas, me surpreendeu. Não, eu realmente não esperava que algo fosse surgir dali. Não aquelas palavras, as aprovações vem de onde a gente menos espera. Justo ali que nunca me apoiou em nada do que fosse o assunto “ELE”. Mas como nada tem retorno, o apoio veio tarde demais.
Talvez estejam percebendo coisas que nunca tinham parado pra abrir a mente e agregar, só conseguiam ver o próprio umbigo fundo.
Nada tem me doido muito a ponto de fazer com que algumas "lagriminhas" se mostrem. Por isso essa sensação de vazio. De vazia. Você me ferra e eu te ferro? Não, eu simplesmente te ignoro. O que ando guardando no peito de tão ameaçador que não me faz ter vontade de explodir como sempre fiz.
Recebendo noticias de lá. Dói? Não. Não olham pra minha cara. Dói? Não. Me prometem e não cumprem. Dói? Também não.
São tantas coisinhas que ando digerindo, sobe um ânsia na boca do meu estomago, mas nem o xingo vem. Nada vem.
Conversas estranhas, tratamentos mais estranhos. Na verdade gostaria que o inverso disso tudo acontecesse, mas não vejo possibilidades e me deparei com alguém conformado. Alguém que espera sem esperar.Isso é amadurecimento? Não creio que seja. Nem de longe.
E quando é que o relógio vai explodir? Quando ele vai apitar dizendo que tem algo errado e que não quero nada disso pra mim?
São tantas sensações emboladas, que já não tenho quem sabe até o sentimentalismo... Sentimentos mortos não movem moinhos e não faz diferença.
Essa indiferença conforta? Talvez seja o conforto mais hipócrita de todos os tempos, e que já vivi. Apesar de querer, não me vejo lutando por nada do que eu realmente quero, ou me abrindo totalmente a ponto de ter tudo o que sempre quis um dia.

“Vivemos esperando dias melhores,
Dias de paz, dias a mais...
Dias que não deixaremos para trás.
Vivemos esperando o dia que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor,
Melhores em tudo...
Vivemos esperando o dia que seremos para sempre....”

Já foi tanto desconforto, que o máximo do desconforto que me apresentam hoje, virou pouco (Será?).
Qual a razão de tudo? Se é que existe alguma razão nisso tudo.
Tão inerte que mal e porcamente solto um texto aqui, sem muita expressão e sem muita vontade de dizer muito. E o pouco que digo, na verdade não diz muito, a não ser pra mim. Buscas constantes pela palavra semi-dita. Pela intimidade em desnudar as palavras. (É o proposito ?)

3.07.2009


É difícil pensar em textos quando o seu corpo inteiro parece inerte. Depois do efeito do Plasil, da pressão que provavelmente foi ao chão, o que mais queria é um abraço. Só isso seria suficiente pra uma prova de carinho, verdadeira e sincera.

2.24.2009

♫ Close to you ♫



E é assim que eu me sinto quando estou perto de você. Com saudades de mim...

2.20.2009

Não sei necessariamente o que me deixa tão abatida a ponto de engolir um choro, a ponto de me sentir desconfortável diante de tanta coisa.

Um choro quase que oprimido pela moral, pela sensação de perda. A perda do que nem se teve, porque nunca lhe foi de direito.

A dor de quem queria ter, mas não teve. A consciência grita e sabe que não tem como exigir, não tem como dar uma de louca. E eu dei. Tentar achar um errado e apontar o dedo na cara, não é o que resolveria agora. Quem é o intruso de onde, e quem é que deve o que e pra quem. E seria realmente isso?

Tão inerte, não me sinto bem, e não me sinto no direito de cobrar nenhum tipo de explicação. Elas não seriam válidas, elas não veriam do jeito que eu queria. Mesmo porque até aqui acho que eu sou a intrusa. Uma intrusa que caiu de paraquedas, e que por ser um ser humano passivel de erros, se acha no direito de ser grossa e cobrar algo. Não, eu não devo, só tenho o direito de ficar encolhida nos meus medos, com o coração tão miúdo a ponto de sumir e com a alma transbordando de lágrimas, opaca, escura..... Isso eu tenho direito.

Não sei dizer realmente o porquê é assim quando eu penso nisso e quando eu penso nele. Qual a diferença enorme que me faz? E porque faz?

Talvez minha sina é esta, querer algo que de tão dificil, e que de tão impossivel se torna um atrativo.

Atrativo de dores? O que eu quero pra mim não combina com esta dor. Queria quebrar uma lacuna, queria tanta coisa. E esta tanta coisa não se dá, não se doa.

Só dói.

2.18.2009

Despretensiosa Pretensão


Pretensão é uma palavra relativamente nova para mim, pois aprendi, recentemente, a perceber que ela está embutida, com a cara mais deslavada do mundo, nas entrelinhas da minha "humildade", "compaixão", "prepotência" ou "benevolência". Ser bom não implica necessariamente ser moralmente aceito, de comportamento exemplar e lustroso. Ser bom é ter a cara de pau necessária, é conhecer o direito do outro e agir de forma que sua conduta não contrarie sua própria vontade e nem corrompa o ambiente alheio. Ser bom, não é ser mediocremente submisso, não é enganar para aliviar um sofrimento. Isso é terrívelmente mau. Ser bom é agir de acordo com si mesmo, sem que isso seja colocar o outro num labirinto pré-fabricado de prepotência. E então eu pude ver as duas faces da pretensão. Uma delas pisca para mim cheia de simplicidade e amor próprio, sorridente de altruísmo. A outra? A outra é feia. Cheia de verrugas no nariz, a me fitar de soslaio. Eu sou uma pretenciosa nata. Não tenho um desviozinho de coluna sequer, caminho sempre com os ombros à altura do meu queixo. E também acho que se Jesus deu o ar da graça realmente à Terra, algum dia, com seus pés descalços, foi porque queria mostrar que todos nós podemos ser como ele foi. Eu posso ser Jesus, com outro nome, outro sexo, com filhos ou infértil, loira, negra, fumante ou não, você também pode, isso se você não me disser, antes, que isso é uma heresia. Eu não tenho é a pretensão de convencer alguém com mentiras, achando que sou a picanha mais bem temperada da cozinha, mesmo porque existem milhares de vegetarianos por aí. Mas eu sabendo que sou uma picanha temperada com exclusividade e requinte, dou-me o direito, sem auto-condicionamento, de querer ser tratada como tal. E saber que isso é plenamente possível. Pois há paladares muito mais refinados do que se imagina, por aí. Nós é que somos humildemente conformados. Nos conformamos com a pretensão de sermos "bons" e "pacíficos" passivos de merda. Quantas vezes tampamos a nossa fervura interna, de mudar o caminho, de intervir em algo, de tomar o volante nas mãos e aprender de uma vez por todas a dirigir, ou a pegar um atalho, ou iniciar uma viagem inédita? Sou pretensiosa incorrigível, daquelas que acha que pode mudar o mundo e ainda mais além: que sabe que muda. Assim como qualquer um que acredite nisso de forma espontânea. Sou pretenciosa quando uso a ironia para despir o óbvio, quando pessoas se fazem, propositalmente, de mortas. Sou maravilhosamente prepotente neste ponto. Tenho a preciosa prentensão de eleger a roupa transparente nas minhas relações, e ser quem eu sou pura e simplesmente, porque quero. E tomar tapas absurdamente pesados e receber recompensas singelas por isso. Porque a leveza de me deixar manifestar só compensa o fardo de encarar a raspa de "final de festa à fantasia". A coisa fica feia quando achamos que somos prepotentemente indispensáveis, por declarações abertas ou nossa intuição, ao passar a manteiga saborosa da nossa fé ingênua no pão murcho e sem miolo alheio. Ou ser prepotentemente conveniente em exceder na geléia sobre torradas mofadas. E depois nos eximimos da culpa! Quando guardo minhas lágrimas ou deixo-as rolar, quando dou risada no exato momento ou em momentos inoportunos, quando pareço desequilibrada ou frágil, quando grito ou consigo dialogar, quando me acho a melhor ou a pior mãe, filha, amiga, irmã, cidadã do mundo... Quando erro, quero ser convecida com bons argumentos, para assumir, corrigir ou aprender a olhar diferente. Quando abaixo a ditadura e quando acho que preciso de ordens para me disciplinar. Sou pretenciosa porque escrevo o que penso e ponho a público. É claro que, se espera elogios, mas também prevê-se a crítica. Porque guardar meus pensamentos por vergonha ou imperícia é pretensão de atingir aplausos. Aplausos, quem não quer? Adoro! Pretensão deliciosa. Mas também gosto do silêncio da reflexão alheia. Mas guardar tudo esperando ficar bom é ter a pretensão de ser o próprio mestre daquilo que se pensa ignorar. É a pretensão em não aceitar visões diferentes, muitas vezes, construtivas, pior que isso, não ter curiosidade de saber. Eu tenho a pretensão de não acreditar no destrutivo. Eu quero ser amada, aclamada e não esquecida pelos que amo. Mas não posso subentender que sou essencial para todos. Sou essencial para quem quer, e muito, muito obrigada por este privilégio! Tem muita gente querendo, mesmo que não seja aqui, agora, sob um teto ou sob este exato momento. Sou pretenciosa porque penso que o universo contém tudo aquilo que necessito e molda as peculiaridades de nossas fantasias. E para mim o universo é mais do que uma prateleira de coisas que se pode ter e que se quer. É uma oferta inesgostável de coisas à nossa disposição. Algumas tem um preço para aquisição, e sou pretenciosa no sentido de achar que muita coisa vale o seu preço. E que o preço não é um castigo, mas uma oportunidade de merecer ou reconhecer o valor do que se quer. E sou pretenciosa de achar que mereço. E que também sou capaz de merecer o que nem imagino.

2.14.2009

".. A vida? Quero bebe-la a longos tragos.."

Escrever inteiro nunca foi o proposito daqui, pois bem, assim continuará.

Até onde ser vazia e até onde ser uma pessoa completa? Até onde posso ser fútil e até quando útil? Até onde quero permanecer intacta com as "porradas" que levo vida afora?
Posso ou não posso lutar no angu pasteurizado? A sopa de letrinhas vira uma porquice só.

Esquecer, correr, lutar.
Três palavras onde duas se contradiz com uma. Não perco nada. Apenas ganho, não vejo tudo sendo tão ruim e nem tão bom.

Sou tola quando preciso ser, e nunca dou ponto sem nó. Às vezes os nós não duram muito tempo e se transformam em laços. Não gosto de fazer nada incompleto.
Dúvidas me perseguem, mas o que são as dúvidas neste momento? Os 'achismos' podem ou não se tornar certezas.

E sinceramente, não sei se quero saber de algo. Só quero PAZ.

Eu fui indo indo indo e só hoje eu vorti fondo.


Oláaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Mas que saudade de postar aqui! Mais de anos que havia esquecido a senha, o login...
Perguntem se lembrei! Nananão... Usei aquela sentençazinha grifada "esqueci a senha" e pliiim, mágica! Lá estava a dita cuja da muleta pra memória, todinha no meu e-mail. Em pensar que eu sempre tive preguiça de clicar no link e bla bla bla... Também, uma porção de senha pra memorizar... Logo eu, que sou péssima com algarismos numéricos aplicados em qualquer finalidade (datas, senhas, conta de banco).

Em breve, um pouquinho de lero lero para desenferrujar as juntas dos dedos das mãos. Se bem que fiquei tão feliz que poderia até escrever com os dedos dos pés. Bateu uma nostalgiazinha assim, safada, de palavra que quer se despir...

Vivi, tô na área de novo...

Beijos
PS> Eu não tô nem aí pra reforma ortográfica - não hoje - não nos meus textos informais.

2.01.2009

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

(Oscar Wilde)

1.25.2009

Antes tarde do que nunca.


Faz uma semana que o alivio veio em forma de ressaca, e o pior, fiquei bebada, sem saber, durante alguns anos. E passou o efeito da dúvida...

Nada que diversos copos de água pra melhorar, e pronto, nova em folha. Sem culpa no meu coração. Mesmo sem saber fiz o que era certo na época. Pena que eu demorei tanto tempo pra saber e ter certeza.
Mas como dizem por aí: Antes tarde do que nunca.

1.09.2009

A necessidade tua não é a mesma que a minha.

Certos pensamentos rondam a cabeça, martelam, e não páram.. É noite e dia nas mesmas coisas. Lidar com alguém que não tem a mesma idade mental é muito dificil. Os propositos mudam, as conversinhas e disse-que-me-disse são outros.
É tão irreal o congelador que chega a ser ridiculo. "Não sei, o que foi mesmo?" "Nossa mas eu não fiz nada" é tão falso, soa tão falso que eu me pergunto todos os dias se eu estou no lugar certo ou o mundo inteiro está ao contrário, mesquinho, e só eu que reparei.

Francamente...

www.joaosembraco.com.br

1.02.2009

Simples reflexões

Sempre em toda minha vida ouvi que pessoas podem enganar por um tempo, mas não por todo. A sua verdadeira essencia sempre se revela em atos falhos, em palavras mal posicionadas e mal intecionadas.
Decepção? Não. Apenas confirmações do que já mostrara em algum outro momento, sem querer, nestes tais atos falhos.
Arrevú.

12.25.2008

[Não sei se é certo, já não sei se quero saber.]


Vamos filosofar um pouco antes desde ano fazer um "boom", vamos colocar todas as cartas na mesa antes que ele termine sem eu ter ao menos dito algumas palavras inteiras...

Não me sobrou tempo, nem pra escrever, e quanto menos filosofar sobre esta coisa de "final de ano", "feliz natal" e "viva o bom velhinho".

Muitas transformações ocorreram neste ano, muita coisa aconteceu, e posso dizer que sou uma pessoa bem diferente daquela de 01(um!) ano atrás, ou até um pouco mais de um ano.

Desde o meu desemprego, as dores do corpo eram inevitaveis, sofria de uma magreza exagerada, consequencia da dor muito intensa na alma. Sofria e morria de amores por alguém que entrou do nada na minha vida mas que fez diferença tremenda pra ser o que eu sou hoje, pelo principal motivo dele ter me dado um filho.
Amadureci muito. Não sou seca, mas, tudo (ou maior parte) virou pouco perto do que ele me fez. Toda a ausência em que me fez passar, cada "banho-maria", e indiferença e uma porção de coisas que aconteceram foi "positivo".

Quis tampar o sol com a peneira por diversas vezes, a minha cabeça andava na ausencia com o que me preocupar, sem faculdade, sem trabalho, só filho e uma incansavel corrida atrás da renda que me "levaram". Cobranças ao máximo em casa, nivel de estress elevado, e surge um "anjo" na minha vida. Um amigo daqueles que confude a amizade com segundas intenções mas que fez eu dar o "up" que eu precisava na minha vida. Comecei então a trabalhar numa destas empresas de TV a cabo, a melhor que existe, assim que posso definir.

Conheci pessoas maravilhosas, cresci profissionalmente, com responsabilidades, com metas, com seriedade, focada e centrada. Pela primeira vez via meu trabalho, mesmo que fosse mais do que "mecânico", ser reconhecido.

Me apaixonei por um alguém, e esse alguém ... (três pontinhos), pois o principal até então, não havia acontecido: eu não me amava o suficiente. Amar o próximo sem ao menos se aceitar não dá. Não vinga.

Várias lágrimas, várias risadas, noites em claro, e eu cada vez mais confusa. Com essa confusao toda, abstrai as adversidades e tentei o que não devia ter tentado.
Irritações visiveis, me tornei morna. Morna porque só o via como o "melhor amigo" e nada mais. Era cobrança demais, cobranças que quando existe sentimento não são cobranças, são "coisas" naturais de um casal.

O ano nem bem começou e uma ansia subia do estomago, o coração palpitava até a boca, só de pensar que eu poderia reencontrar meu passado de quatro anos.. Não sabia qual seria a minha reação, era tudo muito dolorido pra mim. Aquela pessoa que eu dividi dois bons anos da minha vida, pra não dizer que foram uns 3 anos mais ou menos, poderia tocar a campanhia da minha casa, e eu poderia ficar sem a minima reação...

Serviu e serviu muito, pra passar alguns dias, pra enxergar algumas coisas sobre todas as confusões que eu criei ao longo destes anos e pra lavar a alma com muito choro que foi trancado e abafado dentro do peito. Mas passou..Cada coisa tem seu tempo e sua época.
Disto eu não tenho a menor dúvida.

Casos do acaso mudei de emprego. Bem melhor, mais tempo e final de semana FREE.
Outros pensamentos, outras responsabilidades, outras pessoas..

AMANDO a mim mesma como nunca amei, me cuidando, me querendo bem, falando e sendo o que eu sou, doendo a quem doer.

Estou tão diferente de todos estes anos, que eu estufo realmente o peito e digo com todo orgulho: OBRIGADA MEU DEUS POR TUDO E POR SER O QUE EU SOU E REPRESENTAR O QUE REPRESENTO NA VIDA DAS PESSOAS E O MAIS IMPORTANTE: O QUE EU REPRESENTO PRA MIM MESMA.

Talvez ainda falte lapidar. Mas isso é questão de tempo.. E este dia virá.

***Claro que existe mais coisas neste meio todo, mas é que as mudanças vieram daí, não podendo esquecer da conversa mais do que IMPORTANTISSIMA que eu tive com o meu chefe de nº2..Mas fica pra próxima ***

12.05.2008

"...♫ É uma chama acesa...♫"


Quando duas pessoas se pertencem elas não precisam estar sempre por perto pra se entenderem e nem olharem um ao outro sem se sentir sem jeito. Sem se sentir fora de contexto.

A tranquilidade toma conta de mim e o espirito da consumista baixa em mim. ( É hora de dar um STOP, mas confesso que isso tem me feito tão feliz.) Fora que eu ando tão desprendida de tudo, que.. Sei lá. Always Smiles in my face... (own!)

11.22.2008

♫ Ninguém me compreendia, e eu não compreendia ninguém....♫

Borbulham textos, mas não sei se é porque o final do ano está chegando e vem aquela sensação de retrospectiva. O que eu fiz? o que eu fui? o que representei? O que eu construí? São tantos analises que fazemos e tudo vira um grande turbilhão e reboliço ...

Devemos pensar nisso tudo? Acho que sim, toda vez que eu me pergunto sobre esta tal retrospectiva, tenho a mais plena certeza que ela é fundamental. Fundamental porque eu cresço toda vez que assim faço.

Querer jogar aos quatros cantos me parece muito perigoso...
Em outra oportunidade farei. Agora eu prefiro pensar e olhar pra frente.
Porque é isso que ultimamente tem me feito uma pessoa bem melhor.
.
.
.
Julho De 83
Nenhum de Nós

Composição: Thedy Corrêa

Acho que era julho de 83
Eu sempre esqueço do dia
Mas lembro do mês
A gente mal se conhecia
Nos vimos apenas uma vez
Mas foi como a fotografia
De um velho filme francês
Não fosse a roupa que eu vestia
Naquele estilo new wave
Quem sabe eu conseguiria
Chegar perto de você

Adolescência vazia
Eu tinha quase 16
Ninguém me compreendia
E eu não compreendia ninguém

Fiquei ali sentado
Sentado sobre as mãos
Pensando em te perder
Querendo te encontrar
E foi então que aconteceu
Você me viu olhar
E veio em minha direção
Sorrindo disse: Olá
E neste dia começou
A nossa história
Que continua até hoje
E só parece melhorar

ieeeee... ieeeee...
Ninguém me compreendia
E eu não compreendia ninguém
Acho que era Julho de 83
Eu sempre esqueço do dia
Mas lembro do mês

Acho que era Julho de 83.

*** A enxaqueca não era frescura, era "apenas" uma meningite viral, coisa assim, simples, que me deixou internada 02 dias e meio! Mas isso é assunto pra outro momento!***

11.14.2008

Mais uma enxaqueca desta será o fim! O meu.. !

Esses dias todos tão cheios de coisas pra fazer, resolver, escolher.
De presente, não só por causa disso, ganhei uma bela de uma enxaqueca.
Remedios de mais oral, remedios de mais na veia. Não, ela não passa, quer ficar.
Só me sobra agora uma leve, mas acentuada moleza. Percorre pelos meus poros. Enjoos, acertam que realmente é enxaqueca.

Quero descansar. Será que dá? Tinha um texto fervilhando, mas não dá para soltá-lo, pelo menos agora não.

11.09.2008

Definitivamente..

Definitivamente odeio acordar com esta sensação de "tão real". Se fosse tudo tão fácil quanto pareceu naquele sonho. Se tudo pudesse ser invertido. Mas não pode.
Fica só o sentimento ruim de quem não queria nem ao menos sonhar com aquilo tudo. O sono foi altamente inquieto, tanto que acordei por diversas vezes. O que está sobrando ? Só um corpo dolorido, uma cabeça latejando e a plena certeza que tudo foi de uma forma que eu NÃO quis.

Mas bôra pra frente. Lá é a direção certa.

11.05.2008

♫ Qdo a gente conversa, contando casos, besteiras..♫

... é que eu preciso dizer que eu te amo, tannto..
E nessa novela eu não quero ser só teu amigo"

São tantas coisas que já não paro mais pra pensar.
E juro, só posso falar uma coisa: tem coisa que só acontece comigo. E vamos dizer, se Murphy existe, ele é meu amigo! As adversidades acontecem porque algum motivo deve ter. Não é? A cruz nunca é maior do que você aguentar.

O Mundo é tão podrinho.. Só isso mais que tenho a dizer, o resto? Ah, faça me o favor!