1.24.2012

Diante da face, me pergunto o que faz tudo ser assim...
Porque a insegurança toma conta em questões de segundos ...? Porque isto consome tanto tudo e a todos?
Não deveria.
Não poderia.
Atitudes, palavras, acontecimentos... Inquietações diante de fatos, suposições... receios... Sempre.

1.17.2012

Estou tentando de todas as formas expulsar os maus pensamentos, e toda a negatividade que minha cabeça transpassa em certos momentos.
Estou tentando fazer com que tudo o que eu sinta agora seja apenas pirações da minha cabeça, ora por remédios, ora por abstinência de nicotina.

Me sinto fora de órbita, desde o dia 1º de janeiro tanta coisa mudou. Não foram só coisas externas, mas as internas são as que fazem mais diferença.
Eu não gosto desta sensação. O que 12 anos de vicio fizeram comigo? O que a falta do meu vício faz comigo ? Sou outra. Ou sou a mesma de sempre?

Nervos a flor da pele. Sensibilidade a flor da pele, ou dos poros?

1.09.2012

Até quando serei obrigada a receber uma frieza, pagando um preço de um valor que não é meu.
Até quando eu aguentarei ser apenas um adendo de tudo isso que passa, passou, mas que aqui, o que faz a diferença é a simples indiferença...


Não há um porquê tão exato.

Tão claro, tão limpo...Não há um porquê que defina todas as esquisitices humanas, principalmente quando lidamos com o nosso sentimento e o alheio.
Do entendível e bom acolhedor e conselheiro, viramos a parte necessitada de um refugio de palavras. Não sabemos lidar com as nossas frustações e nossas dúvidas. Simples assim.

Não sabemos lidar com o nosso atual que tem uma ex, que sempre vai parecer mais importante que você, mesmo não sendo...
não sabemos lidar com as diferenças, mesmo sabendo que elas são inevitáveis...
Não sabemos lidar com as negativas sabendo que negamos o tempo todo.

Seres humanos são esquisitos. É nato. É um fato... ninguém enxerga assim a olho nu, acabamos por colocar todos os problemas na bunda alheia.
O problema é dele (a)...
Sempre é. É? Tem certeza meu caro colega? Não, não é. É de nós todos.

Doamos demais e queremos o mesmo, doamos de menos e queremos o mais.
somos egoistas demais pra perceber o outro como inviduo. E por isso que quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu prefiro os animais.

Menos os ratos... Pois é.

12.13.2011

Apago o que passou com o intuito de abster tudo o que me fez mal, e que não gostaria de volta.
Apago com o intuito de ser o meu presente, sem pensar nas coisas que me aconteceram no passado.
Que o passado fique onde está, que o futuro que me reserva sempre prevalecerá.
Sucumbir em mares de idas e vindas, que não são minhas, sentir o gosto do fel que não é meu...

Por que as pessoas tendem a se machucarem, a se humilharem, até quando o amor é pra sempre e até quando tudo o que dizemos um ao outro é digno de ser eterno? Até onde o eterno vale?
Viver no mesmo teto, compartilhar de aflições, angustias, até quando?

Quando é que a paixão vira amor, e ou o amor vira um costume?
Lidamos com o ser humano o tempo todo, somos seres humanos descobrindo como viver.
Viver melhor pra quem?
As aflições tendem, e são camufladas. Até onde faz sentido e até onde não faz sentido?
Por que será que mudamos nossa visão de relacionamento a partir do primeiro tombo? E assim sucessivamente?

Porque escolhemos esta ou aquela pessoa? porque elas nos lembram alguem ou porque conseguimos enxergar alguém totalmente diferente do outro alguém, e este nos dá segurança, cuida, se preocupa, e espera sempre o melhor do outro...

Talvez só hoje eu consiga enxergar o que aquela pessoa sentia ao ouvir o meu nome, talvez só hoje eu tenha me colocado no lugar. Talvez só hoje eu tenha me machucado tanto ou quanto...

Talvez só hoje eu não queria ter a curiosidade tão aguçada sobre estes olhos "recém" recuperados da minha própria cegueira. A cegueira que não é física, mas que causava desconforto, e que este não era o meu desconforto.

Hoje ele é. É só meu. É só meu e dói. E dói tanto que não consigo chorar, a não ser sentir uma forte pressão pelo peito.

Eu não serei nunca.

Não poderia ser.

Onde estive este tempo todo? Porque só então eu cheguei? O póstumo é besteira, mas sempre causa reboliços.

Vou me apagar, vou me limitar, me limitar as louças jogadas pela pia, sobre os pingos no chão feito pela torneira, e sobre a desordem toda que anda o meu lar, transparecendo exatamente como eu, ás vezes, me sinto.

Perdida, num reboliço de cobranças mal sucedidas, numa areia movediça, sentindo, ora, todo o amor do mundo, e ora sentindo toda a raiva desta vida.

Martela incansavelmente a idéia da frase, escrita letra por letra, e sobre um papel ainda que amassado, mas que faz todo o sentido quando penso no que acabei de fazer hoje.

"E o que a gente faz depois que se é feliz?" (Clarice Lispector)

Uns idolatram e vivem o momento gota a gota.
Outros procuram algum motivo pra se desalinhar.

A felicidade é tão remota que é dificil acreditar? E o melhor a fazer é cortar os pulsos?
(...)

11.11.2011

Minha querida adolescencia..

A saudade aperta ao ouvir Rush, Van Halen, Axl, Skid Row, Kiss... Tudo era mais fácil, planos mais simples, preocupações como de uma adolescente qualquer: Quando vou sair? Quanto vou tirar na prova? Será que vou mudar de escola? Qual roupa que eu vou? Não posso repetir figurino!

Mal sabia que um dia iria falar com a boca mais do que cheia QUE SAUDADES DA MINHA ADOLESCÊNCIA.
Usava um óculos de dar dó, sofria bullying, era reprimida por "coleguinhas" e comparada com uma prima o tempo todo. Mas, era tão mais fácil.. se eu soubesse...

#sindromepeterpan mode on.

10.24.2011

Sopa de letras

A sopa de letras, feita num vai-vem de pensamentos, de decisões, e de ações de outros, sempre.
Há um leve e sombrio desconforto. Não sei de onde vem, e nem pra onde vai.
Sei que o enjoo é a forma concreta de demonstrar que algo não cai bem, e que o horror, o nojo, o incomodo é inevitavel.
Labirintos... Muitos não levam a lugar algum. Desvenda-lo? Sempre um mistério.

10.11.2011

Estranha sensação de que sempre terei que ser disponível a tudo e a todos.
Convites não são convites, são intimações.
Uma falta é um tapa na cara.
Pessoas são totalmente umbiguistas. Pensam apenas em si. Cobram presenças, mas não doam a pouca que tem para oferecer.
Pergunto-me, até onde vai esta conveniencia que nos cerca? E até onde o outro consegue entender? Difícil.

E viva a bolha de plástico!