12.28.2006

Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas,
Amiúde…
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão é inútil
Pois existe um Grão-Vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força
Ou de Vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”
That’s over baby!

Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou o meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais

Um dia, tanta coisa parecia ter sentido. O ser. O ter. O querer.
Nada seria como antes, mas poderia. E como poderia. Agonia no peito que lateja.
Como diz uma certa música: "...E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos eu estava aqui o tempo todo só você não viu"

E não é que eu vou me lembrar de você pra sempre? ele tem sua cara, todo mundo diz.

Hoje é um bad day

Um comentário:

paulo.molinari disse...

Bad day? Somos dois então.